Sabe aquela promessa que todo mundo repetiu nos últimos anos — "com o protocolo 0/1h de troponina, o PS anda mais rápido"?
Pois é. Acabaram de testá-la em 67.624 apresentações ao pronto-socorro, de 62.577 pacientes.
E o resultado saiu no Lancet, no meio do ESC Congress 2026, com uma daquelas conclusões que dividem a plateia: metade alivia, metade engole seco.
O PRESC1SE-MI — 67.624 apresentações, 19 hospitais, 10 países — é o maior trial de implementação do algoritmo 0/1h publicado até aqui. Ele mostrou não-inferioridade do protocolo acelerado no composto de morte ou novo IAM tipo 1 em 30 dias… e desmontou a promessa operacional que todo mundo vendia junto.
Mas a parte mais interessante da história não está na manchete. Está no texto integral: os dois componentes do desfecho de segurança andaram em direções opostas, um subgrupo específico merece a sua atenção redobrada no plantão, e a explicação de por que o tempo de porta não caiu diz mais sobre o seu PS do que sobre o algoritmo.
Na análise completa, você encontra a leitura crítica seção por seção, a tabela de resultados, o contraste com RACE-IT, MACROS-2 e RAPID-TnT, e o que muda (e o que não muda) na sua conduta amanhã.
A análise completa está na área do aluno NEXO
Leitura crítica com método MBE, o sinal que a manchete não conta, a comparação com os outros trials e o "👉 Na prática" para o seu plantão — com todas as referências verificadas na fonte.